Queijo feito no Paraná está entre os 10 melhores do mundo e é o melhor da América Latina

Os números do projeto Biopark são interessantes: 27 produtores estão integrados ao projeto. Em cinco anos, 26 queijos foram registrados para comercialização e 72 medalhas conquistadas, consolidando o Biopark como polo inovador na alta queijaria.

E vai além. O queijo Passionata foi eleito o melhor da América Latina e um dos nove melhores do mundo no World Cheese Awards 2024, em Portugal. A competição avaliou 4.786 queijos de 47 países. Esta foi a primeira vez que um queijo brasileiro alcançou este patamar em nível internacional.

“O projeto de Queijos Finos do Biopark é considerado exemplo de inovação em agronegócio, transformando a tradição regional em excelência reconhecida internacionalmente, com forte apoio institucional e potencial de expansão sustentável”, disse Carmen Donaduzzi, fundadora do Biopark e idealizadora do projeto.

As parcerias entre Biopark, Biopark Educação, IDR-PR, Sebrae/PR, Sistema Faep/Senar e Prefeitura de Toledo consolidam a expansão do projeto em todo o estado.

A iniciativa fortaleceu a identidade local, ampliou a renda familiar e permitiu a diversificação de agroindústrias, especialmente entre produtores da agricultura familiar.

Em 2025, o Governo do Paraná anunciou a ampliação do projeto, criando novas turmas de capacitação e replicando o modelo já validado no Biopark, que atende hoje o oeste do Paraná, para mais municípios.

Os queijos estão à venda pelo e-commerce www.queijariaflordaterra.com.br e são entregues em todo o país.

Produtores selecionados

De início, a equipe do Projeto faz uma avaliação inicial de requisitos mínimos, sendo o principal o compromisso de o produtor atender às exigências técnicas e regulatórias necessárias para a fabricação de queijos finos com qualidade e conformidade normativa. O diagnóstico da propriedade norteará o plano de ação.

O Biopark testa processos individualizados para que cada produtor adapte a tecnologia às características do próprio leite. Novos tipos continuam sendo desenvolvidos, como o Abaporu, que levou a medalha de ouro no Mondial du Fromage 2025, na França, e a prata no World Cheese Awards 2025, na Suíça. O Garoa Tropical recebeu o bronze no WCA.

Kennidy de Bortoli, mestre queijeiro e pesquisador do Biopark, venceu com a equipe o concurso de Melhor Queijeiro do Brasil 2024 e desenvolveu o Passionata. O projeto é gratuito para os produtores que ficam com o lucro da comercialização. “Mais do que uma premiação, o reconhecimento internacional confirma o propósito do Biopark: transformar o Oeste do Paraná em polo de excelência e criatividade, dentro e fora do país”, afirma. Engenheiro de alimentos, Bortoli se apaixonou pela queijaria ainda na infância, observando a produção artesanal da avó.

Bacia leiteira

O Paraná é o segundo maior produtor de leite do país, com cerca de 12 milhões de litros por dia. Com matéria-prima abundante na região, os pesquisadores passaram a envolver pequenos e médios produtores interessados em transformar o leite em produtos de maior valor agregado, fomentando a produção de queijos finos.

Segundo dados do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná, 41% da produção diária de leite no estado, cerca de 5 milhões de litros, é destinada à fabricação de queijos. A maioria dos produtores da região Oeste do Paraná possui entre 30 e 50 vacas leiteiras, cenário que motivou o surgimento do projeto Queijos Finos do Biopark em 2019.

O Biopark oferece suporte técnico, análises laboratoriais, transferência de tecnologia e auxílio na adequação das queijarias, incluindo certificações como o Selo de Excelência Biopark, SIM/POA, Susaf e Sisbi. Após a análise do leite na propriedade, são indicadas três ou quatro tecnologias de fabricação adequadas ao perfil de cada produtor, que escolhe a que melhor se ajusta à sua realidade.

Apresentação

Os queijos premiados foram apresentados numa degustação assinada pelo chef Silvonei Souza, do NH Collection, e pela chef patisserie Liria Gabriel. A sommelier Juli Rodrigues fez a harmonização dos queijos e pratos. Um dos melhores queijos do mundo, o Passionata, estava em duas preparações: um prato quente e na sobremesa.

O queijos apresentados foram:

Passionata: maturado em infusão de maracujá, o Passionata é um queijo sofisticado que equilibra acidez, frescor e cremosidade. Feito com combinação de flores comestíveis e sementes de maracujá, foi eleito entre os 10 melhores queijos do mundo (9o melhor mundo, melhor do Brasil e melhor da América Latina) pelo World Cheese Awards 2024, maior premiação internacional do segmento.

Tipo Saint Marcellin: com textura macia e cremosa, a tecnologia de fabricação proporciona consistência que derrete na boca quase instantaneamente. Apresenta sabor levemente ácido e amanteigado, com nuances que remetem a cogumelos frescos e ervas. Com o passar da maturação, desenvolve sabores mais intensos e marcantes.

Láurea: este queijo tem características únicas que completam o paladar, com frescor e sensação intensa de especiarias, como o louro.

Deleite: tem notas de avelã e levemente picante.

Entardecer: sabor que remete ao Deleite, mas com um toque especial de especiarias.

Tipo Camembert: sabor delicadamente terroso e levemente amendoado, com toque sutil de cogumelos frescos. A casca fina e branca guarda um interior cremoso que derrete suavemente na boca.

Tipo Petit Brie: com textura densa e amanteigada, seu interior revela um sabor suave, com notas de creme. Envolto em uma fina camada branca de mofo.

Tipo Neufchâtel: queijo de pasta mole e casca florida. Quando jovem, caracteriza-se por um equilíbrio muito fresco ao paladar, com aromas de leite fresco. Ao prolongar a maturação, a textura evolui e se torna fundente.

Biopark

Localizado em Toledo (PR), o Biopark é um parque tecnológico de iniciativa privada, idealizado por Luiz e Carmen Donaduzzi, que se destaca como o único ecossistema brasileiro onde ciência, educação, negócios e qualidade de vida coexistem em um mesmo território.

Oferece uma infraestrutura de ponta para empresas, instituições de ensino e laboratórios de pesquisa. Seu modelo de “economia simbiótica” fomenta a convivência entre crianças, estudantes, pesquisadores e empreendedores, criando um ambiente único para a inovação. Reconhecido nacional e internacionalmente, o Biopark venceu prêmios como o da Anprotec e Iguassu Valley 2025, e é membro da Iasp, principal rede global de parques científicos.

Com parcerias com universidades como Laval (Canadá), Helsinque (Finlândia) e Tsukuba (Japão), o Biopark, é polo de biociências e educação de excelência. O ecossistema abriga quatro instituições de ensino superior e oferece formação inovadora desde a infância até o nível universitário.

Por meio do Biopark Educação, uma instituição sem finalidade lucrativa, dedicada ao ensino, pesquisa e extensão, foi criado o primeiro curso presencial de Bacharelado em Inteligência Artificial do Paraná, aprovado com nota máxima no MEC. Também fomenta o empreendedorismo feminino com programas de capacitação e apoio financeiro.

Com 20 laboratórios, iniciativas como o Napi – Alimentos Saudáveis e resultados de destaque internacional – como medalhas no Mondial de Fromage.

https://bioparkeducacao.com.br/

www.queijariaflordaterra.com.br

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