No Paraguai, começou a funcionar a Escola de Salvaguarda do Poncho Para’i de 60 Listras. A escola faz parte plano de salvaguarda deste emblemático poncho tradicional paraguaio, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial e na Lista de Salvaguarda Urgente da Unesco. As informações e imagem são da Agência IP.
A iniciativa é da escola é da Secretaria Nacional de Cultura (SNC), do Instituto Paraguaio de Artesanato (IPA),do governo do Departamento de Cordillera, do município de Piribebuy e conta com o apoio da Unesco. O objetivo é fortalecer a transmissão intergeracional dessa técnica ancestral.
Como parte do projeto, o Centro de Interpretação do Poncho Para’i das 60 Listras foi inaugurado em 7 de março no Museu Histórico Pedro Pablo Caballero, em Piribebuy, como um espaço destinado a aproximar o público da história, do simbolismo e da relevância cultural desse artesanato.
Posteriormente, em 13 de abril, a Escola de Salvaguarda iniciou formalmente suas atividades, com foco na formação especializada de artesãos com experiência prévia na técnica. O processo visa aprofundar o aprendizado por meio de instrução personalizada e contínua em campo.
As mestras artesãs Rosa Segovia, Fidelina Burgos e Adriana Ávalos Santacruz desempenham um papel central como transmissoras de conhecimento, não apenas nos aspectos técnicos da tecelagem, mas também no conhecimento cultural, no uso da língua guarani e no valor simbólico do poncho dentro da identidade da comunidade.
A proposta de formação integra dimensões técnicas, sociais e culturais, consolidando-se como um espaço fundamental para a preservação do património e o reforço do papel dos artesãos como guardiões desta tradição.
As instituições organizadoras enfatizaram que o plano faz parte de uma estratégia mais ampla que inclui o fortalecimento da produção artesanal, a troca de conhecimentos e a promoção internacional do poncho, a fim de garantir sua sustentabilidade a longo prazo.
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