Tradicionalmente associada a paisagens naturais e ao turismo de inverno, a Patagônia argentina vem ampliando sua oferta turística. Nesse contexto, a província de Neuquén, no norte da região, destaca-se pela consolidação da gastronomia como um dos principais atrativos do destino. Esse movimento resulta da combinação entre condições naturais, transformações produtivas e mudanças no perfil do turismo. A seguir, confira os fatores que explicam esse processo. As informações e imagem são da assessoria de imprensa da Província de Neuquén.
- Identidade gastronômica ligada ao território e à cultura Mapuche
Neuquén desenvolveu um selo gastronômico regional que valoriza ingredientes nativos e práticas culinárias ligadas ao território. A cozinha local é marcada pelo clima frio, pelas técnicas tradicionais de conservação e pela forte conexão com as comunidades Mapuche, que contribuem com saberes ancestrais, ingredientes, métodos de defumação, uso de ervas nativas, farinhas especiais e preparos transmitidos entre gerações.
- Trutas de águas glaciais
A abundância de lagos de origem glacial transformou a truta em um dos grandes símbolos gastronômicos da província. Presente em restaurantes sofisticados, cabanas familiares e menus degustação, o peixe aparece em vários formatos de preparação.
- O chivito, símbolo gastronômico da província
Se há um alimento que expressa a identidade produtiva de uma área específica da província, é o cabrito crioulo de Neuquén, conhecido localmente como chivo. Criado principalmente no norte da província, em sistemas tradicionais de criação extensiva baseados na transumância, o chivito tornou-se o primeiro produto alimentício da Argentina certificado por legislação promovida pelo Ministério Nacional da Agricultura, Pecuária e Pescas. Essa certificação exige o cumprimento de protocolos rigorosos de qualidade e o respeito às práticas produtivas tradicionais, reconhecendo o chivo como o primeiro produto alimentar do país oficialmente identificado como produto de origem.
- Chocolates artesanais
Em cidades como San Martín de los Andes e Villa La Angostura, o chocolate é parte da identidade cultural. Pequenas fábricas familiares produzem versões artesanais com frutas vermelhas, mel, ervas locais e cacau de alta qualidade.
- Expansão da vitivinicultura e do enoturismo
Neuquén integra a Patagônia vitivinícola, com vinhedos localizados em áreas de clima árido e grande amplitude térmica. A produção se concentra em variedades como Pinot Noir, Malbec e Merlot. Nos últimos anos, vinícolas passaram a investir em infraestrutura turística, com visitas guiadas e degustações.
- Fortalecimento da produção local
O crescimento do turismo estimulou tanto a abertura de restaurantes com propostas mais estruturadas quanto o fortalecimento da produção artesanal. Queijos, pães de fermentação natural, doces caseiros, geleias de frutas patagônicas, mel, cervejas artesanais e licores regionais circulam entre feiras, mercados e estabelecimentos gastronômicos, ampliando o contato direto com produtores locais.
- Experiências gastronômicas integradas à natureza
Em Neuquén, comer bem faz parte do roteiro tanto quanto explorar lagos e montanhas. Restaurantes e vinícolas oferecem jantares em cabanas rústicas, piqueniques, almoços com vista para os Andes e menus degustação pensados para depois de trilhas ou passeios ao ar livre.
- Baixa massificação
Diferente de outros destinos consolidados da Patagônia, Neuquén ainda preserva um turismo menos massificado. Isso permite experiências gastronômicas mais intimistas, contato direto com chefs, produtores e enólogos, além de preços mais equilibrados e um ritmo mais tranquilo.
Mais informações: www.turismo.neuquen.gob.ar

